Clube busca prevenir que atitudes da torcida contra o meia gerem punições no STJD.
No próximo domingo, quando o Grêmio enfrentar o Flamengo, Ronaldinho irá voltar ao gramado do estádio Olímpico 3.929 dias depois de subir o túnel pela última vez. No dia 25 de janeiro de 2001, diante do Figueirense, já encontrou um pouco da ira dos torcedores que o perseguiria nos últimos 10 anos. Tudo será revivido no próximo domingo, às 16h. Muda, desta vez, a camiseta. Sai a do Grêmio e entra a do Flamengo.A atmosfera do confronto preocupa a direção pelas punições que ações intenpestivas da torcida possam causar. A vitória ganhou contornos similares aos de um Gre-Nal, por conta da presença do meia, que virou algoz para valer da torcida, ao optar pelo Flamengo em detrimento da oferta do Grêmio na sua decisão de voltar ao Brasil. Cerca de 40 mil gremistas são esperados, numa provável vaia coletiva ao algoz da temporada.
Promessas de manifestações já pipocam nas redes sociais. E essa é a grande preocupação do Grêmio. O clube não quer ser prejudicado por alguma ação que ultrapasse o limite. Objetos atirados em direção ao meia podem gerar sérias punições no STJD. Para tentar amenizar esse risco, haverá uma reunião com a Brigada Militar para tratar da segurança especial. “Sabemos da frustração do torcedor, mas tem que ter tranquilidade. Não podemos perder o mando de campo, ser julgados por uma atitude impensada de determinada pessoa”, definiu o diretor executivo Paulo Pelaipe.
O Flamengo também está atento. Serão 20 seguranças para a proteção dos cariocas em Porto Alegre. Entre os protestos organizados, já foram vendidas diversas faixas com escritos contra o jogador, as mais desejadas são as que se referem ao “"Dentuço Pilantra”.
Na sua despedida do Olímpico, Ronaldinho marcou um gol na vitória por 2 a 1. Comemorou beijando o símbolo do clube, recebendo um misto de vaias e aplausos. Domingo, restarão somente as críticas e vaias.

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