quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Miralles tem obrigação de mostrar que Roth está errado, diz Simões


Ex-assessor de futebol do Grêmio defendeu mais oportunidades para atacante argentino.

        O ex-assessor de futebol do Grêmio, José Simões, participou ativamente da contratação do atacante Miralles em 2011. O negócio foi fechado no mês de maio e, na época, o departamento de futebol era chefiado por Antônio Vicente Martins. Simões acompanhou atentamente a polêmica entre o argentino e o técnico Celso Roth que, no último fim de semana, optou por deixar o jogador de fora da reserva na partida contra o Santos. A iniciativa não teve aprovação do ex-dirigente, que defendeu o atleta "O Miralles tem a obrigação de reagir e mostrar que o Roth está errado", disse Simões nesta quarta-feira, em entrevista ao site do Correio do Povo.
             Chateado com a atitude de Roth, Miralles reclamou publicamente da situação. O atacante acabou punido pelo clube com uma multa. Simões acredita que tanto o jogador como o técnico erraram nas manifestações que alimentaram a polêmica. "As duas partes não tiveram o devido comportamento. O atleta errou ao reclamar e a comissão técnica ao não preservá-lo. O Grêmio sempre teve hierarquia e ela precisa ser respeitada", avisou.

Sem sequência para Miralles

            Na avaliação do ex-assessor, desde que chegou ao estádio Olímpico, o argentino não teve oportunidades. "Ninguém sabe o que o Miralles é; se é centroavante, se é atacante. Ele não teve sequência de jogos e isso não é uma opinião, é uma constatação", disparou Simões.
           Simões lembrou que Miralles foi uma contratação complicada de ser fechada e custou 2 milhões de dólares aos cofres do Grêmio. "Ele não foi contratado para ser titular, mas veio para ser jogador do Grêmio. E como tal, precisa de oportunidades como todos os outros", explicou.
          Quando questionado sobre a possibilidade de Miralles deixar o Grêmio, Simões não quis emitir uma opinião. "Isso quem tem que responder é o diretor executivo Paulo Pelaipe. Ele é quem deve saber se o jogador pode ou não pode permanecer no estádio Olímpico." 

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