sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Para Roth, derrota para o Botafogo foi "um castigo"


Técnico viu Grêmio superior na partida, mas com pouca qualidade nas conclusões.

       O técnico Celso Roth lamentou a segunda derrota seguida do Grêmio, após oconfronto com o Botafogo, mas enxergou um time completamente diferente do que foi goleado pelo Vasco. Para o treinador, não foi justo o resultado e acabou sendo "um castigo, frente ao que a equipe apresentou".
      "Semelhante entre os dois jogos só vejo o resultado, apesar disso ser tudo: perdemos duas partidas. Mas hoje atuamos, por incrível que pareça, muito bem, com volume alto e várias conclusões, mas não marcamos", analisou Roth. "O adversário nos surpreender, mas empurramos o Botafogo para trás. Na única escapada que tiveram foram felizes, então parabéns para eles", definiu o técnico.
         Para Roth, o Grêmio voltou a mostrar as mesmas qualidades que levaram às vitórias sob seu comando. "Tivemos aproximação, toque de bola, conclusões, mas infelizmente às vezes essas coisas acontecem. Espero que não continuem", ponderou. "Nossa derrota para o Vasco foi fora do contexto e, a de hoje, um pouco além do que a gente merecia, com todo respeito ao Botafogo", avaliou o treinador.
        "Se fizermos a análise estatística, a superioridade do Grêmio foi espantosa. O futebol tem dessas coisas e dói muito", acrescentou o técnico, apesar de reconhecer que faltou mais objetividade ofensiva. "Faltou mais penetração, principalmente no segundo tempo. Embolamos muito. Colocamos o Miralles, que entrou bem. Mas mudamos um pouco a forma de jogar e ficamos muito pelo meio e o time não foi efetivo no ataque", admitiu.
         Sobre a tentativa "desesperada" do goleiro Victor de ajudar o ataque, Roth enfatizou que mandou o goleiro ficar na sua área. "Não autorizei. Ele foi por conta própria e não organizamos isso. Não adianta esse tipo de coisa e com a ida dele nós quase levamos o gol", frisou. "Mas isso foi uma circunstância pela maneira de querer ajudar. O goleiro é um espectador privilegiado. A impotência que ele sente quando está atrás do placar é muito grande e controlar a sensação de querer ajudar os companheiros é muito forte."

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